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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições?

Não, obrigado.
Não suporto mais essas bobagens que chamam de horário político. Não tenho saco para "conhecer" os políticos, analisar suas promessas, seus cartazes e suas frases de efeito.
Há muito tempo já sabemos que essas propostas não passam disso, propostas e nada mais.
Chegam ao poder, e já aí não consigo os diferenciar de ditadores, reis, o que for.
Quando um somente manda, manda e ponto final, pouco importa o nome que dão a isso. E ainda defendem este sistema ser melhor que aquele ou aquele outro...vai entender...
Não quero dar a eles o poder de controlar minha vida, pois não me sinto representado por estes ou aqueles, ou ainda, aqueles outros. Não preciso eleger alguém para realizar meus desejos, o bem social, o que for, ainda mais quando vejo o que fazem no poder.
Lamentável.
Enfim, se for votar/apostar em alguém, vote em si mesmo!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Por falar em imposto...

O governo fede!
Penso nisso cada vez que vejo um boleto qualquer para pagar algo que este deveria fornecer. Escolas, segurança, saúde, o que for.
As vezes penso que nossa relação com este se trata somente de dever, pois quando paramos pra pensar os direitos não estão lá. Pago multas, vou preso, espero na fila do hospital público, não arranjo vaga na faculdade, que nem deveria ter um tal de vestibular, recebo meu salário com desconto pra que coisas desse tipo funcionassem.
O governo deveria ser para a população.
Chego a pensar que as indas e vindas das bolsas de valores, as relações internacionais, os governantes e tudo o mais fazem parte de uma novela, como se essa "grande" política fosse só uma fachada, para nos manter aflitos, achando que algo vai mudar, quando na verdade é só um disfarce, uma forma de justificar a situação atual, em minha pouca experiência de vida já descarto a utilidade do voto, pois nada muda de fato, são pequenas coisas, babacas, estúpidas.
O país vai mudar com o PT?com o PSDB?com o PQP? Até hoje não vi mudança.
Sei que as tais "novelas" tem lá suas utilidades, mas creio que estão muito mais preocupados com estas do que comigo ou com você, sua família, a condição em que vivem, o quanto trabalham, o quanto pagam. O quão importante isto é pra eles?
Gosto da política simples, aquela discussão, não propriamente ligada a uma ação, podendo ser simplesmente uma filosofia de bar, uma troca de figurinhas, uma organização da pelada do fim de semana.
Pago pra essas pessoas nem sei pra quê, se a rua aqui de casa não está iluminada, se fui assaltado mês passado. Supostamente na minha concepção o governo serve para o povo, organizar, distribuir, fazer a favor do coletivo, da necessidade desse coletivo, está longe de ser o que vejo.
Chego ao ponto de não acreditar que a partir deste haja benefícios, mudanças, nem nada, simplesmente servindo para nos manter imóveis, preocupados com os impostos da vez.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Acerca da democracia

Democracia é ter o direito de preencher formulários.

Nossa voz não é ouvida, tanto que já esquecemos da linguagem do protesto, da indignação.
Esta foi substituída pela conformação.


Hoje em dia estamos acostumados a aceitar tudo. Está ruim? Ficou pior? Nós damos um jeito.
E assim nos desdobramos por completo para nos adaptar aquela nova realidade.
Já não sabemos protestar, e não digo de protestos violentos não, creio que não são a melhor solução.
É um modo de reivindicar, de mostrar o que queremos para as autoridades, que devem trabalhar para o povo.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Meu irmão e o ladrão

Um fato que me chamou a atenção à poucos dias atrás foi quando meu irmão ao ser assaltado volta para casa contando o caso e me pede desculpas pelos ladrões terem levado algo que tínhamos em conjunto.
E ele diz: -Eu dei bobeira.
Agora, se não estou enganado, a culpa não é da pessoa que é assaltada e sim do governo que deveria prover segurança para a população. E não pára por aí. Suas obrigações, repito, OBRIGAÇÕES se estendem, ou deveriam se estender, ao ensino, saúde, moradia, saneamento, cultura, lazer.
Sendo que este não pede desculpas a população pelos erros que comete, pela falta de zelo por seus sustentadores, pela falta de cumprimento dos seus verdadeiros papéis.
E agora podemos somar este texto ao "Portas Abertas", para pensarmos uma vez mais se temos algo público, se o governo tem feito algo por nós, se temos feito algo pelo
governo. Levando em conta também de que o governo nos representa, e nós também não temos sido/tido grandes exemplos de benevolência. Como exigir algo que não
temos? Algo que não existe?