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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições?

Não, obrigado.
Não suporto mais essas bobagens que chamam de horário político. Não tenho saco para "conhecer" os políticos, analisar suas promessas, seus cartazes e suas frases de efeito.
Há muito tempo já sabemos que essas propostas não passam disso, propostas e nada mais.
Chegam ao poder, e já aí não consigo os diferenciar de ditadores, reis, o que for.
Quando um somente manda, manda e ponto final, pouco importa o nome que dão a isso. E ainda defendem este sistema ser melhor que aquele ou aquele outro...vai entender...
Não quero dar a eles o poder de controlar minha vida, pois não me sinto representado por estes ou aqueles, ou ainda, aqueles outros. Não preciso eleger alguém para realizar meus desejos, o bem social, o que for, ainda mais quando vejo o que fazem no poder.
Lamentável.
Enfim, se for votar/apostar em alguém, vote em si mesmo!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Luz!Camera!Ação!

Poderia minha vida ser um filme?
Um drama não seria má idéia...Se bem que meus pais não morreram num trágico acidente quando eu ainda era pequeno, nem tampouco tive meus braços amputados por um louco qualquer...
Um drama seria difícil.
Muitas vezes já me apaixonei à primeira vista, mas não adianta, nenhuma vez funcionou como sempre vejo no cinema, elas não vieram correndo imediatamente, pulando em meus braços e dizendo que sou o homem da vida delas. Esses romances....
Talvez um filme de ação, já posso ver todas as cenas, como daquela vez em que fui perseguido por um maníaco e seu exército que desejavam dominar o mundo...Pensando bem, creio que isto nunca aconteceu. Estou imaginando coisas demais.
Mas uma comédia não seria nada mal. Vejam só, eu até que sou engraçado, no entanto minha vida é meio monótona, com essa coisa de dormir e tal.
Já sei! Como não pensei nisso antes?! Um filme de terror, com zumbis sangrando por toda a parte, eu poderia encontrar a cura desse mal enquanto todo o resto do mundo é contagiado em segundos... Nah! Pouco provável...
Existem sim uns vilões em minha vida, como a diretora que nos aterrorizava na pré-escola, porém nunca me bateu nem me aprisionou de verdade, mesmo achando que o faria...
Cult não poderia ser, estou matando aula agora mesmo! De jeito nenhum. Se bem que não é lá que aprendo...

Pode ser que eu não seja distinto o bastante e todas nossas vidas sejam muito chatas pra um filme qualquer.
Ou quem sabe nossas vidas não sejam tão caracterizáveis assim, tão simples a ponto de serem enquadradas num padrão hollywoodiano qualquer.
Minha vida é um misto de tudo isso e muito mais, mas também não é sozinha.
Nossas exibições na grande tela se intercalam, se misturam, uma confusão só!
Cruzamos dia-a-dia o rolo do filme do outro e nem sabemos.
Sobre meu filme?
Melhor deixar pra lá...
Tem muitos atores neste mundo e muitas cenas que ainda precisam ser filmadas, feitas ou mesmo produzidas.
Um filme global, quem sabe...
Corta!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Por falar em imposto...

O governo fede!
Penso nisso cada vez que vejo um boleto qualquer para pagar algo que este deveria fornecer. Escolas, segurança, saúde, o que for.
As vezes penso que nossa relação com este se trata somente de dever, pois quando paramos pra pensar os direitos não estão lá. Pago multas, vou preso, espero na fila do hospital público, não arranjo vaga na faculdade, que nem deveria ter um tal de vestibular, recebo meu salário com desconto pra que coisas desse tipo funcionassem.
O governo deveria ser para a população.
Chego a pensar que as indas e vindas das bolsas de valores, as relações internacionais, os governantes e tudo o mais fazem parte de uma novela, como se essa "grande" política fosse só uma fachada, para nos manter aflitos, achando que algo vai mudar, quando na verdade é só um disfarce, uma forma de justificar a situação atual, em minha pouca experiência de vida já descarto a utilidade do voto, pois nada muda de fato, são pequenas coisas, babacas, estúpidas.
O país vai mudar com o PT?com o PSDB?com o PQP? Até hoje não vi mudança.
Sei que as tais "novelas" tem lá suas utilidades, mas creio que estão muito mais preocupados com estas do que comigo ou com você, sua família, a condição em que vivem, o quanto trabalham, o quanto pagam. O quão importante isto é pra eles?
Gosto da política simples, aquela discussão, não propriamente ligada a uma ação, podendo ser simplesmente uma filosofia de bar, uma troca de figurinhas, uma organização da pelada do fim de semana.
Pago pra essas pessoas nem sei pra quê, se a rua aqui de casa não está iluminada, se fui assaltado mês passado. Supostamente na minha concepção o governo serve para o povo, organizar, distribuir, fazer a favor do coletivo, da necessidade desse coletivo, está longe de ser o que vejo.
Chego ao ponto de não acreditar que a partir deste haja benefícios, mudanças, nem nada, simplesmente servindo para nos manter imóveis, preocupados com os impostos da vez.

terça-feira, 10 de junho de 2008

De frente com a morte

Nus esquecemos que morremos.
Nus esquecemos que a vida é um processo de morte.
Esta vem aos poucos.
Ao pensar num dia pra morrer sei que o coração aperta. Que a agonia toma conta do ser.
Porém a morte nos desperta para o viver, o aproveitar, o experimentar e até mesmo errar a cada momento.
Cada momento único, momento passageiro, que logo foi, só deixando um saudoso gostinho.
A vida, a morte.
Estão ligadas e nem lembramos.
Estão aí, diante de nós, e nem sabemos.
A morte negativa é reflexo da vida negativa.
Ninguém quer morrer porque ninguém vive de fato.
Somos forçados a não viver, sei que temos obrigações e tudo mais, talvez demasiadas.
Sufoca a vida, mas não o sonho, que é onde tudo começa...

domingo, 4 de maio de 2008

Os outros e eu

No fim somos os outros...
Pode parecer estranho, mas o que ocorre de fato é que não passamos de uma idéia.
Talvez seja por isso que nos preocupamos tanto em parecer.
Porque somos uma idéia que os outros tem de nós, diferente para cada um.
E somos uma idéia na nossa própria cabeça, como a de qualquer outro.
Um, outro, ser, parecer...
Um acontecimento que marcou, um gesto que ficou, são inúmeros eus, dependendo do momento, da pessoa, do lugar, do outro...
Pode ser filosófico demais.
Pode parecer desnecessário.
Pode ser que eu esteja enganado.
Quem irá decidir isso é você.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Feliz festas

Segundos atrás decidi parar de ouvir músicas aleatórios e ficar somente no bom, velho e inspirador Pink Floyd.(entenda o porquê, rs - Comunidade "Não use drogas, ouça Pink Floyd")
Decidi escrever algo no blog, apesar de quase desistir algumas vezes, já que não se trata de uma tarefa tão fácil as vezes.
Continuando o escrito anterior, há certas coisas que me impedem de decidir, fazer o que quero, e assim por diante, e é claro que todos são impedidos, é algo normal quando vivemos, inda que sozinhos no meio do nada, há tantos impecílios, barreiras, físicas ou não, visíveis ou não.
Os padrões que seguimos é uma delas, mas por favor querido(ou não) leitor, não entenda esses padrões como aqueles que muitos querem quebrar de forma "revolucionária".
Explico: Tenho simplesmente uma aversão aquelas pessoas que criticam a tudo e a todos, contrariadoras, o problema não está na contrariação, o que é comum, saudável, no entanto me refiro aquelas pseudo-revolucionárias que pensam viver fora do sistema(não que eu o defenda, ok?), vivendo a maior hipocrisia.
Bom, vejamos quem mais irei criticar...(risos)
A verdade é que procuro ser mais verdadeiro, tenho me empenhado nessa árdua tarefa. Ser menos falso. Muitas vezes a vontade que tenho é de mandar todos para um lugar bem longe daqui, no entanto, não seria conveniente, saudável, aí é que entra a prática da boa omissão. Não me condenem por essa verdade, que certas verdades não devem ser ditas, ma verdade, a mais pura verdade, porém, não a verdade absoluta.
Bom, enfim, mais um ano passou, promessas feitas em vão, desejos feitos sem o mínimo de coração, e por isso continuo a falar de falsidade, hipocrisia e verdade.
Posso não estar certo, mas é o que sinto.
Sinto que a verdade é boa, nem sempre conveniente, sinto que ainda temos medo de falar certas verdades, por exemplo que a omissão é necessária, dentre tantas outras.
Sinto mesmo é que vivemos uma hipocrisia sem fim. Em cada dia de nossas vidas precisamos esconder verdades doloridas, atitudes que outros podem interpretar errado, palavras que podem "pegar mal"...enfim, odeio hipocrisia, mas não vivo sem...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Espírio Natalino (Como eu amo as pessoas...rs)

Leiam o seguinte trecho na voz de um locutor de desenho animado:
"Ahhhh, o espírito natalino. Como são belas as luzes piscando, os sinos tocando, a alegria que invade até os mais chatos...."
Vamos parar com isso! Eu que nunca fui chato, continuo não sendo, porém não estou no momento mais natalino da minha vida. Já pensei que nessa época as pessoas se amassem mais, fossem todas felizes etc e tal, mas esse ano é diferente.
Não digo que fiquei triste nem nada, só não quis encarnar o tão esperado e falado "espírito natalino", amando a todos, sorrindo pra todos e assim aumentando mais ainda a costumeira hipocrisia.
Eu mesmo já perdi a conta de quantos votos de felicidades fiz não desejando realmente nada daquilo dito.
Essa é uma hipocrisia, existem tantos outros tipos, inclusive aquelas do dia-a-dia, não só no falar.
E se antes era fácil desejar um bom dia para qualquer um na rua, hoje, no mundo da informática, há essa facilidade de dizer que ama do fundo do coração, para além do sempre e tudo mais.
Fica fácil de se amar assim, escrevendo e nada mais.
Na minha concepção, hipocrisia é o contrario de autenticidade.
O problema é que não é possível sermos nós mesmos em todo momento. A vida na cidade é complicada, utilizo a expressão simplesmente por ser forte na minha lembrança, não é que no campo não seja, desculpem-me mas não pude deixar de usá-la.(rs)
Lembro-me agora das regras de etiqueta, não só ao comer, sentar e tantas outras babaquices, muitas sem sentido, mas principalmente aquelas regrinhas que não lhe permitem criticar, falar mal de alguém, ser sempre dócil, gentil, mesmo quando se deseja mandar todos pro espaço.
Pra que andar sempre com um sorriso de orelha a orelha? Pra que fingir que tudo vai bem, sempre?
A falsidade nos atinge, de uma forma que tudo virou falso, não só as palavras, passamos a agir falsamente, pensando não em nós mesmos, mas no que os outros vão pensar.
Não é que não devemos pensar nisso, nem que devamos sempre dizer e fazer tudo que nos vem a mente, no entanto não devemos deixar que a falsidade tome conta de nós, use com moderação. (hehehe) Eu sei que isso soa verdadeiro demais, demais até para eu dizer que ser falso as vezes é necessário, tanto que deveria ser falso a tal ponto de não dizer isso.
A conclusão dessa confusão toda? Seja menos falso. A verdade pode doer, em você e em outros, no entanto há sempre um bom jeitinho de dizer aquilo que realmente pensamos. Procure ser verdadeiro, também é uma questão de prática, contrariando o costume. É mais fácil ser falso, ao menos na hora, as conseqüências são outra(s) história(s)...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A lição dos pequenos

É engraçado como podemos aprender lições com todo o tipo de pessoas e situações.
Ontem ao chegar da faculdade encontrei meus primos em casa, de pouca idade, mas esperteza não lhes falta.
Eu, como de costume, troquei de roupa e buscando o máximo conforto, vesti somente a parte de baixo do pijama, um shorts, curto, é verdade, mas nada exagerado.
Qual não foi a surpresa quando me viram.
O menor imediatamente exclamou:
- Você tá pelado!!!
A outra me olha, e logo já me reprime:
-Você não tem vergonha, não?!?!
Imaginem só, meu queixo caiu, fiquei intrigado..E me perguntava, como eles já sentem vergonha?
Bom, como dito no início, as lições que aprendemos vem de formas inesperadas, as vezes nem percebemos. A partir deste simples episódio comecei a pensar na vergonha da humanidade.
Inicialmente pelo fato de usarmos roupas, me pergunto, por que, em meio a um sol de 40º ainda sim usamos roupas, que supostamente foram feitas para nos proteger do frio?
Não digo que devamos andar por aí pelados, mas pense na vergonha que você sentiria ao fazê-lo, uns mais, outros menos, porém, há uma palavra que certamente anda junto com a vergonha, intimidade, e é isso que temos medo de revelar. Aquilo que é íntimo, peculiar, somente nosso, de mais ninguém. E não digo só do corpo, nossos sentimentos são nossas intimidades, logo se percebe o medo de revelá-los.
Provavelmente é por isso que as pessoas não sorriem mais, medo de se expor e ter que dar algo além do sorriso como trocar algumas palavras com um estranho, um sofrimento e tanto. Medo de ter que ajudar alguém que está chorando. Medo de se mostrar, mostrar um pouco de quem realmente é. Afinal, o que vão pensar desta pessoa?
E assim nos fechamos como rochas impenetráveis, sem dar a mínima para quem está ao nosso lado.
Somos falsos, mesmo quando desejamos um bom dia, inda que seja para um amigo, não pensamos nessas palavras de costume, dizendo a todo instante, sem ao menos refletir no que estas querem dizer.
Muitas vezes vivemos automáticos, não ligando pra mais nada, não pensando em nada, em ninguém.
E vivemos assim, cada um isolado em seu mundinho, com seus sentimentos de merda, seu caráter de merda, como pessoas individualistas que não valem um tostão., caminhando de olho no próprio umbigo.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Pecados cotidianos

Há quem pense que os pecados são cometidos nos fins-de-semana, nas festas, baladas, bares, praias, viagens, e tantas outras atividades vistas com maus olhos.
Eu penso que os pecados são cometidos por pessoas comuns, no comum do dia-a-dia, porque o comum é errado.
É comum trabalhar o dia inteiro, chegar cansado em casa, depois de mais um dia estressante na longa jornada de trabalho, não tendo nem tempo para fazer mais horas extras.
Já se tornou habitual.
Chega-se, deita-se, sem dar a mínima atenção para os de casa. Não brinca com os filhos, mal vê sua mulher.
Passa despercebido. Como uma brisa que levemente passa sem olhar nos olhos de ninguém.
As donas de casa envoltas de poeira, ficam como estátuas, com dores no joelho, sem tempo para aqueles que sujam a louça.
Vivem dopados. Entupidos de drogas.
Um remédio de manhã para se manterem acordados, um a noite para dormirem bem.
Vivemos errado.
Não vivemos, passamos simplesmente, individualmente.
Quem somos?
Família hoje é morar debaixo do mesmo teto, nem isso. Muitos não tem teto.
Não se vêem, não conversam. Pais não sabem em que escola os filhos estão matriculados, filhos não sabem quem são seus pais, ou para que servem.

sábado, 14 de abril de 2007

Quem é Favela?

Favela é ser humano.
É calor de estar junto.
É temor da violência,
seja ela branca ou preta.

É também mistura,
da roda de samba ao baile funk.
Vagabundos, ladrões e drogados,
Batalhadores, humildes e companheiros.

Favela é cidade resumida,
é a desgraça reduzida.
Família unida,
lugar que conquista.

A favela está cuspindo gente,
enjoada por suas ruas tortas,
quebrada pela visão alheia,
deixada pelos seus desiguais.

Favela é como os demais,
seja político, rico ou mediano.
O problema é que esses demais
culpam os demenos.

É violência e paz,
vida e morte.
E nos antagonismos,
somente uma parte é exposta.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Vende-se

Montarei uma loja de brinquedos 24 horas.
Daqui a pouco tempo os pais sairão as pressas procurando algo que distraia seus filhos na madrugada.
Esses espernearão por não quererem dormir e os pais, sem ação, lhes darão brinquedos ao invés de amor ou mesmo sabão.
É a ditadura das crianças, incontroláveis.
Na minha opinião devemos reduzir a maioridade penal para 1 ano de idade, porque o que já vi de criança batendo nos pais desde novinho, não está escrito...
E os adultos que eles serão, não quero nem descobrir...

Outra idéia de sucesso é o "Shopping da Saúde" ou como a mania nacional de escrever em inglês, se chamaria "Health Mall", chique né?
A idéia é ter lojas com médicos, outras com drogas e muitas salas de cirurgia, sobretudo estética. Terá até um drive-thru.
E aqui vai minha estratégia para vender mais: Tocar uma música infernal ao fundo para gerar dor-de-cabeça, fazendo com que comprem logo de cara uma caixa inteira de aspirina.
E é claro que o interior será todo espelhado, para que não passe um detalhe, uma gordurinha despercebida.
Também na entrada a frase "Não sorria!Você está gordo(a)!".


Vende-se atenção,
carinho, amor e mesmo o ódio.
Aluga-se família.
Vende-se a alma a Deus e ao diabo.
É esta a nossa sociedade, onde não se vende somente o dinheiro.